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sábado, 26 de novembro de 2016

REGISTRO - CICLOVIAGEM Caparaó - 26/11/2016

CICLOVIAGEM  - VOLTA AO CAPARAÓ – 26-11-2016

Roteiro:


Saímos de vitória em direção a Pequiá (BR 262) na sexta dia 25/11 de carro. Mal dormimos, saímos umas 23:00 com tempo chuvoso. Eu e catatau amarramos as bikes no carro e partimos.
No caminho, muita chuva e neblina, que custou um pneu dianteiro furado no carro: trabalheira danada de tirar as bikes do carro e fazer a troca do pneu. Mas deu tudo certo.

Chegamos em Pequiá por volta das 05:00, ainda com tempo chuvoso.
Preparamos as bikes, arrumamos as bagagens, dividimos o peso. Outro amigo nosso, o Gustavo (irmão do Catatau), chegou logo em seguida. Partimos as 06:00 sentido Alto Caparaó.


Parada do Cafézin e do paioso... Eu, Gustavo e Catatau


No caminho, paramos para tomar café, num lugar que faz parte do município de Alto Jequitibá-MG.

Depois seguimos em direção ao Caparaó. Paisagem muito bonita! Paramos em alguns lugares para tirar algumas fotos. No caminho, paramos num parque-pousada para pedir água. A mulher nos atendeu com muita má vontade, afinal não consumimos nada e só queríamos água né..deve ser... Ficamos 2 h falando mal dela no caminho depois: onde já se viu!



No caminho as serras ainda estava tranquilas. As serras eram amenas, longas e pouco íngremes. O Clima tava nublado, sem chuva, o que ajudou muito na pedalada. Chegamos em Alto Caparaó por volta das 10:00, onde tomamos outro café para reabastecer. No caminho, encontramos também muitas frutas. Foi bacana ver as montanhas e lembrar da subida do pico da bandeira que fizemos em Junho, pelo lado MG (Alto Caparaó)



Logo após o Caparaó, pegamos uma serra tenebrosa, que deu vontade de desistir. Chegamos a parar no meio dela, era longa e íngreme. Sol abriu e deu até tonteira kkkk. Mas aquele ditado: "passa aperto, mas no fim é baum". Foram quase 15 km subindo íngreme, em direção a Pedra Menina.

 Os "lixeiros rurais" e seus alforges hahaha

Chegamos no final dela e deitamos no chão, exaustos. Pensamos: “se subimos isso tudo, uma hora teremos que descer”. Começamos a descida por volta de 12:00, muita adrenalina na descida, as bikes voavam no meio daquele cascalho. Algumas derrapadas no caminho e por fim (infelizmente..kk) chegamos no fim dela.

A chegar, procuramos logo um lugar para almoçar, afinal barra de cereal não sustenta muito. Rs
Paramos em uma pousada-restaurante de um cara muito gente boa. Ele deixou a gente tomar um banho de ducha e relaxar um pouco. Tomamos uma cerveja e almoçamos por la, uma comida fenomenal. Não lembro exatamente o nome do restaurante, quando lembrar eu coloco aqui a referencia!. ;)

Seguimos em direção a Pedra Menina. 

Eram 14:30, resolvemos passar por um supermercado lá para comprar as coisas para o camping e para passar a noite.Compramos sopa, macarrão, suco, biscoito e uma cachaça! Rsss
Começamos a procurar lugar para acampar. Passamos ao lado do rio e, após muita procura, achamos um lugar perfeito! Cachoeira do lado, bem localizado.
Armamos acampamento e montamos a cozinha. 

Camping Rootz


Cachoeira no quintal...

Passamos o final de tarde jogando conversa fora e falando besteira. Tentamos pegar rã para fazer de janta, mas não achamos lá. Fizemos fogueira e depois a janta. Depois de muita risada, capotamos.

Logo de manhã, fizemos um café e desmontamos acampamento. Partimos as 10:00


 Seguimos em direção a Patrimônio da Penha. No caminho, belas paisagens. Aquela imensidão que é o Caparaó, montanhas bonitas, paredões de pedra bem desenhados. Fenomenal! No caminho vimos muitas pousadas legais. O tempo abriu, estava muito bonito o dia. Passamos pelo camping Mandala, estrutura legal para acampar e conhecer o lugar. Se tivéssemos mais dias, ficaríamos por ali para conhecer as cachoeiras da região. Mas já era domingo e tínhamos que seguir viagem.


Chegamos em Patrimônio ao meio dia. Almoçamos por lá num restaurante BB (bom e barato).
Descansamos o almoço e seguimos em direção a Pedra Roxa. Pegamos uma serra bruta na ida, mais bem mais amena que do dia anterior. O percurso da volta era mais asfalto e mais plano.
Conhecemos a cidade de Pedra Roxa e seguimos direção a Pequiá, passando pelo interior, região de Irupi e Iuna. Lugar bom de ir nas folgas do trabalho, pois parece ser rico em cachoeiras e trilhas.

Chegamos em Pequiá as 17:00 do domingo, após um descidão pela BR 262 até lá.

Pegamos o carro e voltamos para Vitória. Viagem foi espetacular e eu indico de ser feita mais vezes. Com mais tempo, da para conversar mais com o povo da região e conhecer também as trilhas e cachoeiras.

Gastos totais da viagem: R$ 60,00 + a infelicidade de um pneu de carro furado + Gasolina Vitória até Pequiá

quarta-feira, 15 de abril de 2015

E AÍ, COMO QUE FAZ?

Curta um som ae!




A sociedade brasileira passa por uma crise histórica. O Caos toma conta do governo, e suas medidas de controle são "descontroladas". O Caos chega até a gente, mas na verdade tudo está arquitetado para beneficiar uma minoriazinha aí. E quem falar demais simplesmente morre (ops...acho que estou falando demais). 

A corrupção se estampa na parede, impregnada nos noticiários e na realidade a nossa volta. Muita gente se beneficiando nas custas de quem realmente "rala"... "dá o sangue"... 
Até naquele seu Clube da Cerveja ali na esquina tem gente querendo levar vantagem. Tem gente fazendo tudo pelo próprio umbigo. E aí, Como que faz?

A pior Crise não é a econômica. A pior Crise é a de Caráter. 

Pô brasileiro... já aprendeu a perder? Parou de querer sempre ganhar?  
Aprendeu sobre Valores, mas que nada tem a ver com Bolsa de Valores? Aprendeu a viver realmente em Sociedade? Pô... difícil.  
Quer "dar jeitinho" o tempo todo e não consegue ter disciplina pra conseguir nada. 

E aí, como que faz? Me perdoem as exceções.

Pois bem. Começar do começo é bom. Limpar os pés primeiro, antes de entrar em casa. Ou seja: será que estamos fazendo nossa parte? Ahh..lembro bem... a famosa COERÊNCIA. Palavra mágica.
Estamos nós sendo coerentes com o que saímos falando por aí? 

Vejo gente reclamando que o combustível esta caro... mas ao mesmo tempo continua com os mesmos hábitos "ostentativos" (esta palavra esta na moda né...rs). E, por exemplo, continua pagando R$ 13,00 numa garrafa de cerveja na beira da praia no "buteco da moda", em favor da tal "Ostentação". Que fique claro: gosto de cerveja pra caramba...mas.. "na boa"... nesse preço vale beber em outro lugar e me divertir do mesmo jeito. 

E se isso é questionado, já vem a pancada.. "Ahhhh...mas eu tenho que viver...!"  "Ahh... dinheiro é pra gastar!"  - essa é o cúmulo da incoerência... pois já que é pra gastar, pague minha conta de ENERGIA! (rs). 
Pô. dinheiro realmente é pra gastar. Cada um gasta como quiser e onde quiser. Mas por favor: se forem fazer a mesma coisa de sempre, sem se sacrificar em nada... simplesmente não reclamem e não manifestem, fingindo ser "revolucionários". 

E aí, Como que faz?

Para ter Revolução tem que ter baixas... perdas. 
Não dá pra ficar brincando de Ostentar. Não dá pra ficar prostrado em frente a TV vendo novela ou, pior, BBB. Não tem espaço pra isso. 

A "parada" é mais séria e não tem meio termo.

E ai, como que faz?
Raphael Medeiros


domingo, 9 de março de 2014

OS BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS DE UM SÉCULO “QUE VOA”



CLICA AÍ NESSA MUSIQUINHA BOA, VAI ! :




AGORA RESPIRE E LEIA TRANQUILO...


É... a comunicação do mundo está voando. Hoje, ao dar um espirro, seu amigo há 10.000 km de distância já posta “saúde!” no seu facebook, whatsapp, seja o que for. As coisas evoluíram numa velocidade atômica nos últimos 20 anos, isso já é obvio. Temos meios de comunicação extremamente eficientes, que realmente nos dão ferramentas para nos manter em contato, interligados por um fio invisível.

Quem veio da geração que brincava de pique esconde e pulava corda na rua, vai se adaptando e tentando se manter atualizado no meio de toda essa “evolução”, dessa informação desenfreada que chega ao nosso encontro. Vamos seguindo, selecionando o que presta e descartando o que não presta. Acho uma postura adequada, porque nem tudo que chega é possível que se transforme em conhecimento. Deixe a informação ali..à espreita.. toda essa informação desnecessária. Não dá tempo para “maturar” tudo.

Fiquei intrigado em setembro do ano passado quando, no aniversário de minha mãe de 60 anos, encontrei meus primos todos com “ipads”, “ipods”, “iphones”, “touch screen” – os nomes da moda atual. Todos estavam na sala. As visitas chegando para cumprimentar minha mãe, e eles lá.. no mundo deles. Conectados. Nem para o lado olhavam. E cadê a boas maneiras com as pessoas mais velhas? Os cumprimentos... a boa recepção? Cadê a troca de experiência com os avós, teti-a-teti, olho no olho... que antes era um ritual que fazia parte de nosso repertório e que enriquecia a alma?

Fiquei tão incomodado com a situação durante o aniversário que escondi os “ipads”. E fiz questão de pedir para os meus primos conversarem entre si, e com as visitas também. Para constatar o que já pensava, não tinham assunto. 

Esse era o ponto que queria chegar. Acredito que eles não tenham culpa de nada. Eles nasceram com um celular na mão. Mas minha abordagem vai para Pais, ou futuros Pais: será que não é hora de resgatar esses valores intangíveis do passado?

O caminho da tecnologia pode ser o melhor dos mundos, se souber ser usado. Porém se não souber... Creio em um grande estrago na Evolução da Coletividade, da Humanidade.

Se errarmos na “dose”, vamos encontrar pessoas que não saberão fazer as coisas mais simples. Imagine seu filho sem saber satisfazer suas necessidades mais básicas... como comer de garfo por exemplo? Imaginem pessoas adultas extremamente dependentes e débeis? Inteligentes, porém, na teoria. No “academês”... Que de nada vale se não tiver associação com a prática, que é onde a Vida acontece.

Penso também nas relações humanas. Pessoas extremamente competentes em “teclar”, “postar”... mas que não saberão interpretar os sinais que só o contato humano pode proporcionar... que não saberão interpretar a sutileza de um sorriso de gratidão... nem um olhar sincero. Pessoas que não saberão amar. Uma transformação de “humano” para “máquina”, ou seja, que se dane o Bom Senso e a Intuição.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O EGO QUE SE RECUSA A MORRER


Clica aí.. saboreie, vai:





Um aspecto do sofrimento emocional é uma profunda sensação de falta, de incompletude, de não se sentir inteiro. Em algumas pessoas isso é consciente, em outras, não. Quando se está consciente, a pessoa tem uma sensação inquietante de que não é respeitada ou boa o bastante. Na forma inconsciente, essa sensação se manifesta indiretamente como um anseio, uma necessidade ou uma carência intensa.

Em ambos os casos, as pessoas podem acabar buscando compulsivamente uma forma de gratificar o ego e preencher o buraco que sentem  por dentro. Assim, empenham-se em possuir propriedades, dinheiro, sucesso, poder, reconhecimento ou um relacionamento especial, para se sentirem melhor e mais completas. Porém, mesmo quando conseguem todas essas coisas, percebem que o buraco ainda está ali e não tem fundo. As pessoas vêem, então, que estão realmente em apuros, porque não podem mais se enganar. Na verdade, elas continuam tentando agir como antes, mas isso se torna cada vez mais difícil.

 A Mídia privada usa de ferramentas para induzir o consumo frenético e gerar lucro, para sustentar a minoria rica. Usa-se de uma fraqueza humana, que é ter o EGO como centro das vidas, para tirar esse proveito.

Enquanto o Ego dirige a nossa vida, não conseguimos nos sentir a vontade, em paz ou completos, exceto por breves períodos, quando acabamos de ter um desejo satisfeito. O Ego precisa de alimento e proteção o tempo todo. Tem necessidade de se identificar com coisas externas, como propriedades, status social,  aparência física, habilidades especiais, relacionamentos, história pessoal e familiar, ideais políticos e crenças religiosas. Só que nada disso é você.


Levou um susto? Ou sentiu um enorme alívio? Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que abrir mão de todas essas coisas. Pode ser difícil de acreditar, e eu não estou pedindo a você que acredite. Todos nós vamos conhecer por si mesmos, lá no fim, quando sentirmos a morte se aproximar. Morte significa despojar-se de tudo que não é você. O segredo da vida é “morrer antes que você morra” – e descobrir que não existe morte.

O Ego é a causa de muitos conflitos, pois ele sempre quer ter a razão. Ele não aceita opiniões, não aceita “ficar para trás”. Não aceita ter falhas. Se o Ego dominar, ele vai gerar sentimentos egoístas, sem total humildade, sentimentos vaidosos e orgulhosos. E dessa forma a Sociedade será sempre dividida, nunca haverá união. A Sociedade só saberá SER quando o Ego for destruído.   


segunda-feira, 22 de julho de 2013

FUTILIDADES


FUTILIDADES...

Clica aí velhinho...








Por onde entro com minha consciência em dia e alerta, vejo com olhos que pra alguns são doentios e deprimidos mas que, na verdade, são olhos que não acreditam no que é perversamente divulgado por aí... olhos que mostram uma realidade realista e  livre de distorção – ao menos objetiva-se atingir isso.


Não acredito. Minha meta é o questionamento e a dúvida. E com esses olhos consigo ver a futilidade que permeia nosso meio social. Isso me entristece.

Ao chegar em algum estabelecimento, hoje consigo sentir e absorver detalhes que antes eram impossíveis. Consigo chegar em uma balada, por exemplo, e perceber toda futilidade que a vida de nossa sociedade atual nos proporciona e o quanto somos escravos dela. Percebo o quanto existe egoísmo, preconceito com quem tem menos condição financeira, o quanto que as pessoas se fecham em seus “grupinhos” (pra tudo tem divisão). Vejo o quanto a juventude se banaliza, agem de forma aleatória e sem objetivo. Vejo o quanto há de preocupação exagerada com a aparência...Vejo claramente o interesse se deslocando para quem está “em cima” na vida, quem tem carro bom, etc. Vou particularmente em certos locais para aprender e entender essas relações, esses sentimentos. Para tirar lições para meu modo de viver. E sinto necessidade compartilhar disso com a Humanidade.

Mas muitas vezes cada um de nós não sabe o quanto é induzido para as futilidades. A mídia privada, utilizando recursos de psicologia, psiquiatria e marketing, induz inconscientemente as pessoas com falsos valores. Induzem ao Consumismo desenfreado com frases do tipo “Você precisa ter o carro do ano”. A mídia dita seu  comportamento ao falar com seu inconsciente frases do tipo “Você precisa ter um corpo perfeito para não ficar por baixo”, e isto já é suficiente para se ver academias cheias de pessoas consumindo produtos químicos, hormônios e o escambal... Não é a atividade física a finalidade, e sim o corpo perfeito.

Particularmente, duvido de tudo que vejo nos noticiários, pois sempre há interesses envolvidos, que irão privilegiar uma minoria rica, ou seja, “quem manda” nesse sistema sujo. É um engano acreditar que a minoria são os políticos.  Na verdade quem financia esse sistema perverso são os grandes donos de empresas, acionistas, megaempresários.

Induzem com tanta precisão que se ouve frases inconscientes do tipo “Você precisa vencer na vida”, e isso já é o bastante pro mundo virar uma arena e você colocar seu vizinho, amigo, cônjuge, familiar, filho... como inimigo mortal. Ofusca-se a visão da Humanidade como uma grande Família.


A indução é grande, mas se não despertarmos, continuaremos sendo enganados. Continuaremos angustiados, ansiosos, nos sentindo vazios e buscando felicidade nos lugares errados, nos prazeres efêmeros, nos entretenimentos medíocres que nos são apresentados. Desenvolver a humanidade é desenvolver primeiramente a nós mesmos. É um trabalho interno de aperfeiçoamento. 

sábado, 16 de março de 2013

O Mercado da Embalagem

Ps. Aprecie a Leitura ao som de "Kozmic Blues", da Janis:






O mercado da embalagem é composto. Composto de vidraças, de muito neon, de sapatos altos... tão altos que chegam a ultrapassar os limites do Ego. Vaidades a mil, entram na frente de muita coisa. A Visão deturpada e entupida, cega ou embaçada, não consegue visualizar nada além do pau do nariz, e o poder da crítica e o questionamento seguem morrendo ao som da introdução do “BBB” e pela voz do Pedro Bial.

Saia justa, Camisa de diamante, biquíni da moda, calça de “ Paris”, sapatos de neon. Afinal, é o mundo da embalagem. A criança chora, o pai não vê... e a troca de experiências perde seu sentido mais puro, e de sua jugular o sangue escorre por todo o corpo. É o colapso. Mais uma vida deixou de Ser para simplesmente Ter.

Criam-se medos, dos mais variados. Tudo gira em torno da roda do dinheiro e da fama. O que te veste representa o que se é. Dessas e outras, pergunta-se: “Como não se consegue enxergar mais nada alem dessa parede de concreto?” É o mundo de embalagem.

Na rua, são várias as embalagens. As ruas transformam-se em prateleiras, em stand-ups... Tudo vai passando, e a atenção sempre é voltada à embalagem, a bela embalagem. Aquela... que muitas vezes esconde um remédio tarja preta que um dia te tornará um dependente químico. Ali, geram vícios, e mais vícios. Não se entende mais porquês, não se enxerga mais que um palmo na frente. Círculo Vicioso.

A TV escancara e incentiva, aos berros, a compra sem limites. Impõem-se comportamentos, e inconscientemente estimula-se a compra de mais embalagens. Afinal, elas movem o mundo. O mercado da embalagem. Criam-se padrões, destroem-se a Dúvida. Tudo vagarosamente. Para que acelerar se o caminho traçado já leva a Humanidade ao fundo do poço?

A angústia prevalece e superestima a busca da perfeição. Burra perfeição. Os que não nascem com privilégio de possuir uma embalagem bonita aos olhos dos outros se martirizam, se comparam, se machucam. Porque não buscar algo bonito aos próprios olhos? Porque o medo de Ser? Do medo criam-se complexos, dos mais variados. Busca-se por mais recursos materializados, e o sentido de viver acaba se transformando em algo inútil e sem sentido. Ah... mercado da embalagem! Quando será o Mercado do Conteúdo? 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Por uma vida mais “cool”

Ps. Pra começar a trocar idéias do assunto, dá uma clicada no link abaixo... hoje o fluxo segue na onda do blues. Clique lá...






...E pensar que a vida é suja, é pobre. A condição de vida pode até ser pobre, mas jamais a Vida. Algo tão grandioso, complexo, rico em detalhes não pode ser chamado de pobre. Muito menos de rica! Rico é uma definição muito simples de algo como a Vida. O entendedor não serei eu, nem você, nem mesmo o “anjo Miguel”, no linguajar religioso. Mas pobre pode ser algum ser chamado de “humano”, que de Humanidade não tem nada e que se diz “o bom da boca” e o dono da verdade absoluta, mas é pobre de fé, de iniciativa, de criatividade e de alma.

Vida “cool”... Fazemos tudo por uma.

Ao ouvir uma música, por exemplo, que mudança isso traz? É Simplesmente encher a cabeça com um ritmo “sem jeito”, desafinado, e fugir para um lugar aparentemente sem problemas? É dançar para mostrar que é “do meio badalado”, “da moda”.., e não prestar mais atenção em nada? Superficial demais.  I’ll play the blues for you...


Você arrepia ao escutar “Since I’ve been loving you” do Led Zepellin? Consegue visualizar cada detalhe, cada toque e mudança de tom, cada nota... “escutar” o movimento, os detalhes do timbre  de uma guitarra afinada (ou mesmo desafinada), o sentimento ali colocado ao realizar aquela criação musical... Afinal, se prefere ouvir ou escutar? Muita gente anda só ouvindo. Não para pra escutar.  Um grave erro que se pode cometer é não prestar atenção. É não parar para escutar o que antes era inaudível. É não prestar atenção não só nos detalhes de uma música, mas na tristeza que assola o próximo que passa fome e é seu vizinho, pois mora no mesmo Mundo que você, um lugar apelidado de “Terra”.

Viver profundamente é viver no detalhe. É sentir o fluxo de sua respiração, é estar Presente. É conseguir extrair informações, sentimentos... onde que se consegue perceber a “riqueza” da vida, mesmo nas coisas mais simples.


Por uma vida mais “cool”. Esse é um lema. Estamos atrás, ou corremos na frente. Deixe estar, deixe observar. Busca-se mais detalhes, mesmo que agora eles pareçam “inaudíveis”. Essa busca nunca pode cessar, pois isso em conceito de Vida é a própria Morte.